Anseios Instintivos
No fim das contas, a grande verdade, é que somos controlados por nossos instintos, por baixo dos ternos e por trás das portas fechadas, somos controlados por nossos desejos, e esses desejos podem ser impróprios, sombrios e/ou profundamente indecentes, tolerar as verdades do dia a dia, escondendo-se em mentiras bobas que encobrem nossas verdadeiras personalidades.
Não podemos simplesmente sermos nós mesmos, somos escravos da imagem que queremos mostrar para as outras pessoas, e não apenas isso, as regras e convenções sociais, nos forçam a essas doces mentiras, vestimos a máscara e nos tornamos bons nisso, e de certa forma passamos a gostar, se por um acaso do destino resolvermos ceder a esses instintos as chances de alcançarmos o fundo do poço do nosso coeficiente ético e moral.
Entretanto, quando encontramos alguém com nosso mesmo anseio psicológico, beiramos a loucura e sucumbimos sem pensar, e as vezes basta um olhar dotado de má intenção, e em apenas um olhar existe, emissor, mensagem, canal e receptor, todos os parâmetros para que exista comunicação são alcançados, e nos vemos diante de um abismo composto pela somatória de um futuro incerto e a escolha que nos fez chegar até ali, naquele dia especificamente não havia sido diferente, conversaram e falaram um pouco de suas vidas extremamente interessantes, ele perguntou se podia ir até ela, ela apenas disse sim, poucos metros os separavam fisicamente, situação que mudaria em alguns instantes, atravessou o prédio, desceu um andar, bateu na porta e entrou, uma sala enorme, cheia de estações de trabalho vazias, e lá estava ela, sorrindo, tentando esconder o nervosismo da situação que parecia eminente.
Adentrou enquanto contemplava o espaço em volta de si, buscou sentar-se confortavelmente em uma das cadeiras vagas, olhou o espaço, a mesa, o computador, percebera que a última conversa que ainda estava aberta era a que tinham tido a poucos instantes, analisou a situação como de costume, calculou mentalmente o espaço e escolheu rigorosamente tudo que iria dizer e fazer, analisou-a em relação ao contexto geral daquela situação, não era a primeira vez que fazia isso, buscou indícios que demonstrariam uma resposta positiva em relação aos estímulos que fazia, buscou lê-la, e como uma revista cheia de ilustrações, ele o fazia muito bem, a hora de sair se aproximava, ele mal sabia direito o nome dela, quando em uma demonstração de que deveria sair, buscou seu celular no bolso na intenção de ver as horas, então ele disse: já está na nossa hora..., concordaram e se levantaram, então ele buscou a melhor posição de interceptação da sala, ficou na única saída possível e a segurou pelo braço, ele adorava aquele jogo, sorrindo timidamente ao mesmo ponto que mordia o lábio inferior e olhava para baixo, aquela velha cara de charme... chega a ser hilário o que as pessoas fazem quando estão cheias de más intenções, não é verdade?
Puxou-a pelo braço para perto de si, mas ela se esquivou, acabou indo para o canto, ficou óbvio o que ela queria, pois acabara de se colocar “encurralada”, deixou acontecer, novamente, aquele velho abismo no qual falei mais cedo, como eu vim parar aqui? Foi o que ele se perguntou, e quase que no mesmo milésimo de segundo que se fez a pergunta, a justificativa bastante valida surgiu em sua mente, ah, agora é f...se, então vamos lá, nada de surpresas, ele dominava a situação, agora se colocou em uma situação de ataque, fez-se presente, fez-se dominante, mas o inevitável não se chama assim por acaso, tinham que ir...
Segurou a porta e puxou-a em sua direção mais uma vez, o calor que os envolvia tomava conta de todo o ambiente, ela sugeriu que fossem para o arquivo, não por acaso, mais reservado e seguro, entretanto ainda estavam sujeitos a serem pegos, o que deixava a situação ainda mais excitante, o perigo envolvia-os tanto quanto o calor e a excitação daquele momento, as mãos percorrendo o corpo dela como quem molda uma obra em argila, movimentos suaves e livres percorriam a extensão por sob as roupas, procurando encaixar-se, quando sentiu, acompanhado pelo som do suspiro de prazer e alivio, sentia-se mais completa, agora é tudo uma questão de organizar as coisas, tateou a calça jeans buscando abri-la, ajeitou-a procurando uma posição mais confortável, de pé, nada mais importava, o resto era apenas o resto, e quase que como uma dança, se puseram em posição, ele por trás a abraçava ao mesmo ponto que sentia-se também recém completado, um gemido fez-se presente, os dois agora estavam na mesma sintonia, na mesma dança, no mesmo movimento.
Ele agora sentia que o calor dentro dela era maior do que ele esperava, ao mesmo tempo que era bom, machucava, mas não quer dizer que era ruim, não é mesmo? Não é por que existe dor, que é ruim... e nesse caso ele era suspeito, tanto por sentir, quanto por proporcionar, que falta faria naquele dado momento ter apenas duas mãos, então neste caso, usa-se a boca, os dentes, a língua, os lábios, um de cada vez, segurou seu pescoço com uma das mãos e acariciou-a com a outra, e enquanto ela se curvava, ele a segurava mais forte, privando-a de sua liberdade, e parcialmente de sua respiração, nada que deixe marcas e/ou fosse prejudica-la posteriormente, entretanto ele veio, o tempo, esse intragável fiscal que nos ronda, e sempre cobra seu preço estava empurrando-os um para longe do outro, deixando ambos com a sensação de que a partir daquele dado momento, iriam sentir-se novamente incompletos e por fim, aquele dia não seria finalizado apenas com o pensamento do improprio, mas sim como a própria personificação do pecado.
Não podemos simplesmente sermos nós mesmos, somos escravos da imagem que queremos mostrar para as outras pessoas, e não apenas isso, as regras e convenções sociais, nos forçam a essas doces mentiras, vestimos a máscara e nos tornamos bons nisso, e de certa forma passamos a gostar, se por um acaso do destino resolvermos ceder a esses instintos as chances de alcançarmos o fundo do poço do nosso coeficiente ético e moral.
Entretanto, quando encontramos alguém com nosso mesmo anseio psicológico, beiramos a loucura e sucumbimos sem pensar, e as vezes basta um olhar dotado de má intenção, e em apenas um olhar existe, emissor, mensagem, canal e receptor, todos os parâmetros para que exista comunicação são alcançados, e nos vemos diante de um abismo composto pela somatória de um futuro incerto e a escolha que nos fez chegar até ali, naquele dia especificamente não havia sido diferente, conversaram e falaram um pouco de suas vidas extremamente interessantes, ele perguntou se podia ir até ela, ela apenas disse sim, poucos metros os separavam fisicamente, situação que mudaria em alguns instantes, atravessou o prédio, desceu um andar, bateu na porta e entrou, uma sala enorme, cheia de estações de trabalho vazias, e lá estava ela, sorrindo, tentando esconder o nervosismo da situação que parecia eminente.
Adentrou enquanto contemplava o espaço em volta de si, buscou sentar-se confortavelmente em uma das cadeiras vagas, olhou o espaço, a mesa, o computador, percebera que a última conversa que ainda estava aberta era a que tinham tido a poucos instantes, analisou a situação como de costume, calculou mentalmente o espaço e escolheu rigorosamente tudo que iria dizer e fazer, analisou-a em relação ao contexto geral daquela situação, não era a primeira vez que fazia isso, buscou indícios que demonstrariam uma resposta positiva em relação aos estímulos que fazia, buscou lê-la, e como uma revista cheia de ilustrações, ele o fazia muito bem, a hora de sair se aproximava, ele mal sabia direito o nome dela, quando em uma demonstração de que deveria sair, buscou seu celular no bolso na intenção de ver as horas, então ele disse: já está na nossa hora..., concordaram e se levantaram, então ele buscou a melhor posição de interceptação da sala, ficou na única saída possível e a segurou pelo braço, ele adorava aquele jogo, sorrindo timidamente ao mesmo ponto que mordia o lábio inferior e olhava para baixo, aquela velha cara de charme... chega a ser hilário o que as pessoas fazem quando estão cheias de más intenções, não é verdade?
Puxou-a pelo braço para perto de si, mas ela se esquivou, acabou indo para o canto, ficou óbvio o que ela queria, pois acabara de se colocar “encurralada”, deixou acontecer, novamente, aquele velho abismo no qual falei mais cedo, como eu vim parar aqui? Foi o que ele se perguntou, e quase que no mesmo milésimo de segundo que se fez a pergunta, a justificativa bastante valida surgiu em sua mente, ah, agora é f...se, então vamos lá, nada de surpresas, ele dominava a situação, agora se colocou em uma situação de ataque, fez-se presente, fez-se dominante, mas o inevitável não se chama assim por acaso, tinham que ir...
Segurou a porta e puxou-a em sua direção mais uma vez, o calor que os envolvia tomava conta de todo o ambiente, ela sugeriu que fossem para o arquivo, não por acaso, mais reservado e seguro, entretanto ainda estavam sujeitos a serem pegos, o que deixava a situação ainda mais excitante, o perigo envolvia-os tanto quanto o calor e a excitação daquele momento, as mãos percorrendo o corpo dela como quem molda uma obra em argila, movimentos suaves e livres percorriam a extensão por sob as roupas, procurando encaixar-se, quando sentiu, acompanhado pelo som do suspiro de prazer e alivio, sentia-se mais completa, agora é tudo uma questão de organizar as coisas, tateou a calça jeans buscando abri-la, ajeitou-a procurando uma posição mais confortável, de pé, nada mais importava, o resto era apenas o resto, e quase que como uma dança, se puseram em posição, ele por trás a abraçava ao mesmo ponto que sentia-se também recém completado, um gemido fez-se presente, os dois agora estavam na mesma sintonia, na mesma dança, no mesmo movimento.
Ele agora sentia que o calor dentro dela era maior do que ele esperava, ao mesmo tempo que era bom, machucava, mas não quer dizer que era ruim, não é mesmo? Não é por que existe dor, que é ruim... e nesse caso ele era suspeito, tanto por sentir, quanto por proporcionar, que falta faria naquele dado momento ter apenas duas mãos, então neste caso, usa-se a boca, os dentes, a língua, os lábios, um de cada vez, segurou seu pescoço com uma das mãos e acariciou-a com a outra, e enquanto ela se curvava, ele a segurava mais forte, privando-a de sua liberdade, e parcialmente de sua respiração, nada que deixe marcas e/ou fosse prejudica-la posteriormente, entretanto ele veio, o tempo, esse intragável fiscal que nos ronda, e sempre cobra seu preço estava empurrando-os um para longe do outro, deixando ambos com a sensação de que a partir daquele dado momento, iriam sentir-se novamente incompletos e por fim, aquele dia não seria finalizado apenas com o pensamento do improprio, mas sim como a própria personificação do pecado.
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